|
Tudo aconteceu como foi planejado e sonhado. Com umas pitadinhas
a mais de emoções e novidades. Pra melhor.
Marina, como eu esperava, estava linda, nos vestidos
desenhados para a grande noite dos seus quinze anos.
Os salões estavam decorados com elegância e bom gosto.
Os convidados - cerca de quatrocentos - compareceram a caráter, auxiliados
pelo frio da noite que permitia mais elegância e casacos de peles.
Alguns cuidados preliminares com a escolha e dosagens
de bebidas evitaram problemas de fígado ou sociais entre os mais jovens
e afoitos. Os fotógrafos e a imprensa se integraram mais como convidados
do que como profissionais entrões. A seleção musical que emoldurou a
festa durante todo o tempo - com o dedo da Marina - estava totalmente
adequada ao ambiente, aos convidados, ao tempo que vivemos. O serviço
de buffet foi impecável com atendimento idem.
Marina, depois de receber à porta, junto com seus pais,
deu uma sumida, trocou de vestido e logo após surgiu, resplandecente,
no alto de uma escadaria ornamentada com flores e luzes. E ao contrário
do que temia, não tropeçou na descida.
Mas afinal, para qualquer coisa eu estava ali, bem
no alto da escada, para recebê-la rodeados por violinistas e conduzi-la
ao centro do salão para a primeira valsa. E falando em valsa, para minha
surpresa e satisfação, todos dançaram muito bem, inclusive meu filho
Mauricio, que até os ensaios ainda teimava em dar uns passos muito duros,
de um lado para outro.
Foi um deslumbramento.
Com a Marina apagando velinhas de um bolo triplo, ao
lado dos irmãos mais novos. Do outro lado, os outros irmãos aplaudiam
(podiam ter ficado ao lado da irmã nesse momento - única falha do cerimonial).
Ah! Houve choro, sim.
Não meu, que me contive, não sei como, principalmente
na hora da leitura do texto que recebia a Marina no alto da escadaria.
Mas alguns convidados, homens e mulheres, não se contiveram.
E pelo menos duas das convidadas, mães de meninos,
se queixavam de que não poderiam repetir uma festa assim porque não
tinham filhas mulheres.
A noite se estendeu, sem que percebêssemos o tempo
passar, com muito "techno" e algazarra gostosa dos jovens até quando
o sol começou a iluminar os grandes janelões do buffet.
Era hora das despedidas compridas... com gosto de quero
ficar mais um pouco.
E até que muitos ficaram mais um pouco.
Com pais que tinham sido mandados de volta (alguns
vieram pelo meio da madrugada buscar seus filhos, que pediram algumas
horas a mais) e retornavam, ao amanhecer, com cara de sono.
Saí de lá depois de despachar os últimos garotos e
com sol no rosto, sem sentir cansaço, feliz com a noite linda, cheio
de imagens e lembranças que nos acompanharão para sempre.
Marina merece. Todos seus amigos também. E nós, seus
pais, estamos felizes por presenteá-la com estes momentos de alegria
com os convidados e união com a família.
Valeu. Como tudo o que fazemos com os filhos e para
os filhos.
Veja mais fotos do Aniversário
(clique na foto para ver em tamanho grande)
 18.08.2000
|